Parte 2: Cortina pronta!!
AVISO:
História é longa, está preparada(o) para ler?
História é longa, está preparada(o) para ler?
Quem sabe você está pensando em fazer cortinas grandes para a sua casa e pode ser útil saber a minha experiência.
Senão, corre o cursor para baixo pois as fotos estão no final de tudo!!
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As dificuldades, os imprevistos que ocorreram durante as costuras foram superadas e posso afirmar que achei legal fazer as cortinas até certo momento porque na hora de fazer a barra...
... foi um tal de
"- Pra que fui me meter nisso?",
"- Socorro!"
"-Já estou arrependida!"
"-Já estou arrependida!"
Seqüência dos fatos
1) No geral: costurar a cortina não foi problema apesar da quantidade de tecidos, não há segredo quanto a costuras retas.
2) Durante costura: atenção à linha da bobina. Foram "n" interrupções para troca de bobinas. Deixar algumas préviamente preparadas pois acontece muito em trabalhos longos.
3) Tecidos escorregadios: levam muitos alfinetes para segurar tudo no lugar. Felizmente, tenho muitos alfinetes e os usei com vontade.
4) Mesa de costura: haja espaço para colocar tanto tecido. Uma parte sobre a mesa, outra sobre meu colo e outra escorregando para o piso. Era um tal de pôr peso aqui, outro ali, puxa tecido e cai o peso, repõe no lugar e assim foi.
5) Alfinetes: muitas alfinetadas nas mãos, no braço, na barriga, nas pernas e um corte fino e comprido no joelho direito (atualizando: já sarou) que ao puxar o tecido para cima da mesa, o alfinete passou rasgando.
Nessa hora eu disse : !@#$%*()_+
Entenderam? não? melhor assim!! segue a história...
... E foram tantos "ai" e "ui", passei a tomar mais cuidado com as pontas dos alfinetes do que com a costura em si. Mas, ainda estava divertido fazer as cortinas.
6) Colocar ilhós: pensava que seria a etapa mais crítica, mais chata porém foi fácil e rápido. Gostei do processo e quando me dei conta já havia acabado a brincadeira.
7) Costura dos forros: a parte mais descomplicada e sem imprevistos. Nada a declarar.
A cortina foi tomando jeito, animada por estar dando certo e sem perdas de tecido. Costuras acabadas, vou para as barras que achei seria mais fácil que TUDO!
Mas...fui do "céu ao inferno"!!
Por que? Imagine a cena:
Cortina estendida no chão e de posse das medidas de altura entre varão/rodapé, marquei a altura, à lápis, nas cortinas, fiz as barras dobrando-as duplamente, alfinetei e alinhavei. Coloquei no varão, estava torto, pontas levantando. Feio demais. Desci as cortinas, estendi no chão, medi novamente, refiz, tornei a pendurar e ainda torto. Insisti mais 2 ou 3 vezes nesse processo mas continuava estranho.
Sobe na escada, mede a instalação do varão, talvez estivesse torto na parede, com alturas diferentes em relação ao teto mas estava certo. Nesse ponto, maridão fez um bom trabalho, instalou direitinho.
E por falar nele, maridão veio me ajudar, percebeu que estava começando a ficar chateada. A manhã estava perdida.
E foi um tal de põe, tira cortinas, desmancha, refaz barras. Coloca no varão, não ficou bom, repete de novo e desta maneira passou o nosso dia de sábado, um belo dia de verão. O almoço atrasou, acabamos comendo lanche, não teve janta, comemos frutas. E a noite nos encontrou cansados, suados e cortina não estava pronta.
Que tamanha paciência meu marido teve!! Ele subia, descia as escadas várias vezes. E para ajudar mais, o dia foi quente, calor insuportável, nada de brisa ou vento para refrescar, nem chuva para ajudar a esfriar a cabeça. E nós, determinados a concluir as cortinas naquele sábado. Queríamos aproveitar o dia seguinte: domingo!
Mas a aventura continuou no domingo.
Não adianta o tecido ser bonito se estiver mal confeccionado. O maridão, a certa hora, dizendo que estava bom mas eu olhava e não ficava satisfeita. Tornava a refazer. Queria deixar alinhado afinal a cortina está na entrada principal da casa e eu não queria ter vergonha dela.
A barra dos forros de cetim queria que medissem 2,5cm mais curta que a cortina da frente.
A barra do voil queria que não se arrastasse no chão para evitar tropeços ou que a barra se desgastasse devido ao atrito constante com piso. Então, o barrado da voil seria 2,5cm acima do nível do chão.
No domingo, não mais estendi as cortinas ao chão. Decidi que ficariam penduradas e faria as barras desse modo. Marca de novo, dobra, alfineta, alinhava, não ficou bom, refaz! e eu, ora agachada, ora sentada no chão ora esborrachada, quase lambendo o piso (exagero!!), era tanta posição que faltou a de "plantar bananeira" para marcar direitinho cada cm. Eu me arrependendo de costurar algo tão grande para minha capacidade de....de....paciência que não é tanto assim!! E a manhã de domingo começando a ficar quente. Maridão foi preparar o almoço e eu continuei. Haveria de conseguir com dor nas costas e nos joelhos.
Finalmente, deu certo.
Aliás, foi mais fácil fazer as barras com as cortinas penduradas do que estendidas sobre o chão.
Eis o resultado final: ajeitei as barras da melhor forma possível embora não tenha ficado como o esperado.
Missão cumprida. Ponto final.
O forro não precisa de entretela e ilhós.
Usa-se argolas pregadas com os extensores.






