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19 janeiro 2015

Cortina da sala

Parte 2: Cortina pronta!!


AVISO: 
História é longa, está preparada(o) para ler?
Quem sabe você está pensando em fazer cortinas grandes para a sua casa e pode ser útil saber a minha experiência.

Senão, corre o cursor para baixo pois as fotos estão no final de tudo!! 


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Uma cortina e tanto!! haja tecido para cobrir a maior janela de casa. Após a compra dos tecidos e a euforia inicial, a cortina foi preparada com capricho sendo o barrado inferior a última parte, o "The End" . 

As dificuldades, os imprevistos que ocorreram durante as costuras foram superadas e posso afirmar que achei legal fazer as cortinas até certo momento porque na hora de fazer a barra...


... foi um tal de 

"- Pra que fui me meter nisso?", 
"- Socorro!" 
"-Já estou arrependida!"




Seqüência dos fatos

1) No geral: costurar a cortina não foi problema apesar da quantidade de tecidos, não há segredo quanto a costuras retas. 

2) Durante costura: atenção à linha da bobina. Foram "n" interrupções para troca de bobinas. Deixar algumas préviamente preparadas pois acontece muito em trabalhos longos.

3) Tecidos escorregadios: levam muitos alfinetes para segurar tudo no lugar. Felizmente, tenho muitos alfinetes e os usei com vontade. 

4) Mesa de costura: haja espaço para colocar tanto tecido.  Uma parte sobre a mesa, outra sobre meu colo e outra escorregando para o piso. Era um tal de pôr peso aqui, outro ali, puxa tecido e cai o peso, repõe no lugar e assim foi. 

5) Alfinetes:  muitas alfinetadas nas mãos, no braço, na barriga, nas pernas e um corte fino e comprido no joelho direito (atualizando: já sarou) que ao puxar o tecido para cima da mesa, o alfinete passou rasgando. 
Nessa hora eu disse :  !@#$%*()_+  
Entenderam? não? melhor assim!! segue a história...

... E foram tantos "ai" e "ui", passei a tomar mais cuidado com as pontas dos alfinetes do que com a costura em si. Mas, ainda estava divertido fazer as cortinas.

6) Colocar ilhós: pensava que seria a etapa mais crítica, mais chata porém foi fácil e rápido. Gostei do processo e quando me dei conta já havia acabado a brincadeira. 

7) Costura dos forros: a parte mais descomplicada e sem imprevistos. Nada a declarar.


A cortina foi tomando jeito,  animada por estar dando certo e sem perdas de tecido. Costuras acabadas, vou para as barras que achei seria mais fácil que TUDO!

Mas...fui do "céu ao inferno"!!

Por que? Imagine a cena:

Cortina estendida no chão e de posse das medidas de altura entre varão/rodapé, marquei a altura, à lápis, nas cortinas, fiz as barras dobrando-as duplamente, alfinetei e alinhavei. Coloquei no varão, estava torto, pontas levantando. Feio demais. Desci as cortinas, estendi no chão, medi novamente, refiz, tornei a pendurar e ainda torto. Insisti mais 2 ou 3 vezes nesse processo mas continuava estranho.

Sobe na escada, mede a instalação do varão, talvez estivesse torto na parede, com alturas diferentes em relação ao teto mas estava certo. Nesse ponto, maridão fez um bom trabalho, instalou direitinho. 

E por falar nele, maridão veio me ajudar, percebeu que estava começando a ficar chateada. A manhã estava perdida. 

E foi um tal de põe, tira cortinas, desmancha, refaz barras. Coloca no varão, não ficou bom, repete de novo e desta maneira passou o nosso dia de sábado, um belo dia de verão. O almoço atrasou, acabamos comendo lanche, não teve janta, comemos frutas. E a noite nos encontrou cansados, suados e cortina não estava pronta. 

Que tamanha paciência meu marido teve!! Ele subia, descia as escadas várias vezes. E para ajudar mais, o dia foi quente, calor insuportável, nada de brisa ou vento para refrescar, nem chuva para ajudar a esfriar a cabeça. E nós, determinados a concluir as cortinas naquele sábado. Queríamos aproveitar o dia seguinte: domingo!
Mas a aventura continuou no domingo. 

Não adianta o tecido ser bonito se estiver mal confeccionado. O maridão, a certa hora, dizendo que estava bom mas eu olhava e não ficava satisfeita. Tornava a refazer. Queria deixar alinhado afinal a cortina está na entrada principal da casa e eu não queria ter vergonha dela. 

A barra dos forros de cetim queria que medissem 2,5cm mais curta que a cortina da frente. 

A barra do voil queria que não se arrastasse no chão para evitar tropeços ou que a barra se desgastasse devido ao atrito constante com piso. Então, o barrado da voil seria 2,5cm acima do nível do chão.

No domingo, não mais estendi as cortinas ao chão. Decidi que ficariam penduradas e faria as barras desse modo. Marca de novo, dobra, alfineta, alinhava, não ficou bom, refaz! e eu, ora agachada, ora sentada no chão ora esborrachada, quase lambendo o piso (exagero!!), era tanta posição que faltou a de "plantar bananeira" para marcar direitinho cada cm. Eu me arrependendo de costurar algo tão grande para minha capacidade de....de....paciência que não é tanto assim!! E a manhã de domingo começando a ficar quente. Maridão foi preparar o almoço e eu continuei. Haveria de conseguir com dor nas costas e nos joelhos.

Finalmente, deu certo. 

Aliás, foi mais fácil fazer as barras com as cortinas penduradas do que estendidas sobre o chão. 

Eis o resultado final: ajeitei as barras da melhor forma possível embora não tenha ficado como o esperado.


Missão cumprida. Ponto final.










O forro não precisa de entretela e ilhós. 
Usa-se argolas pregadas com os extensores.



18 janeiro 2015

Como colocar ilhós de cortina

Parte 1: Cortina da sala, o início

Final de 2014, em minha mente um novo e último desafio do ano: fazer a cortina da sala. 

Um projeto ousado pois seriam 15m de tecidos: cetim e voil.
E sem experiência em costurar tecidos desse tipo. 

O projeto é um cortinão e para quem só fez pequenas e simples cortinas em tecidos de algodão, este seria um grande desafio. E se der errado? E se ficar feio? 

Animada, encorajada, feliz com a possibilidade de mudar a antiga cortina da sala e crente na possibilidade de conseguir fazer uma cortina simples cujos diferenciais seriam a grande quantidade e o tipo de tecido.

Aliado ao bom ânimo, senti receio, ansiedade, dúvida e a responsabilidade em não perder nada dos 15m de tecido mas estava com tamanha boa vontade e coragem em tentar fazer que me aventurei, me arrisquei.

No final das contas, se algo sair errado...terei aprendido alguma lição!

Fui no Brás, comprei cetim para o forro (7,5m) e este voil (7,5m) que gostei por causa do suave brilho dourado. 

Aliás, gosto muito de brilhos mas sem exageros!
e adoro voil, do esvoaçar, da suavidade, da leveza desse tecido tão feminino!



Em uma das bordas veio este acabamento em overloque.
Achei-o muito bem feito e presumi ser esta a parte de cima onde se costura a entretela e se encaixam as ilhóses.



Aqui está a entretela. Dentre as opções comprei a de 10cm de largura, ou seja, bem larga e com boa firmeza. 




Primeiro de tudo, fiz as barras duplas - com 2cm ou quase - nas laterais das cortinas.




Posicionei a entretela junto ao acabamento overloque, dobrei para o avesso. 



Observe que as listas (ou listras) devem coincidir direitinho. 


Risca com risca, lista com lista, desenho com desenho.

Depois alfinetei e costurei tanto rente ao acabamento quanto na parte de cima para que a entretela fique bem presa e no lugar correto. 



Marquei onde queria as ilhoses em toda a extensão da faixa entretelada com distanciamento entre elas de aproximadamente 14cm. 

Usei ilhós macho* marcando pelo diâmetro interno do círculo.
Usei esse círculo, acho que é o macho



Começando a cortar...
 Dobra-se o círculo ao meio, tesoura bem afiada 


e corta  D-E-V-A-G-A-R para não sair da área demarcada.

Pode ser assim ou ...


 ... ou assim, tanto faz contanto que seja com cuidado para não cortar além da marcação.

A tesoura é para cortar papel mas ela foi tão bem afiada que usei essa mesma.

 Ficará assim o 1º corte. 




Depois, é continuar cortando, agora rente ao traçado à lápis, formando a casinha circular.



Não faça como eu que cortou um pouco além do necessário. 
Corte feito não tem mais volta!!


Já sei...já posso imaginar que você reparou no meu esmalte lascando né??
ah!! mulheres!!! somos tão detalhistas, tão observadoras!!

Ops, voltando ao tema...aqui não é blog sobre esmaltes (rsrs)
:-D

 ... aqui estão o conjunto de ilhós: 

Apresento-lhes o casal de noivos:
O Sr.Macho e a Srta.Fêmea que agora podem se casar afinal conseguiram a sua casinha.



Parte fêmea dentro da casinha.
Tem que ficar bem encaixada senão fica difícil colocar a 2ª parte da ilhós 


Veja...bem encaixada


Em alguns casos, será necessário empurrar, cuidadosamente, o tecido para baixo com uma chave de fenda ou algo similar para que ocorra o encaixe perfeito em toda a volta.



Põe a outra parte por cima e faz força para encaixar até ouvir clic.


Pronto!! Estão casados!!


e beeem casados :-D

Sr.Macho e Sra.Fêmea



Uffa! uma parte da cortina de voil está pronta.

Até agora sem perdas, ainda animada, encorajada e feliz por ter saído tudo certo, sem perdas.
  
No total fiz 50 casamentos felizes de ilhoses, 25 para cada lado

Depois disso fiz a outra metade da cortina de voil igualzinha a esta e fiz os 2 forros soltos que foi mais fácil ainda.

Sobre os forros não há fotos pois fiz somente as barras laterais e preguei as argolas no topo, para deslizarem no varão. 

Mas se alguém quiser, fotografo e posto as imagens do forro finalizado. 
É só avisar-me.

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Mostrarei na próxima postagem a cortina pronta, instalada e aproveitarei para contar para vocês o que achei da aventura de fazer cortinas tão grandes pela 1ª vez!.

POST DA CORTINA PRONTA:

http://costurarerenovar.blogspot.com.br/2015/01/cortina-da-sala.html 



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